Juventude

Álvar Núñez Cabeza de Vaca teve um papel de destaque nos combates ocorridos em 1521 no Alcázar de Sevilha, então tomado pelos insurgentes da revolta dos comuneros. O palácio integra os Reales Alcázares, complexo palaciano composto por vários edifícios de diferentes épocas no centro da cidade. A fortificação original foi erguida sobre um antigo assentamento romano e depois, visigodo. Em seguida, tornou-se uma basílica onde foi enterrado São Isidoro.

Em 11 de abril de 1512, Cabeza de Vaca formou ao lado dos soldados da chamada Liga Sagrada (os reis católicos da Espanha e os estados pontifícios) contra os franceses. Foi a maior batalha da guerra da Liga de Cambrai, parte das chamadas guerras italianas.  O combate, vencido pelos franceses, custou a vida de 20 mil espanhóis, mas o fato dos espanhóis e seus aliados não terem sido definitivamente batidos foi decisivo para a retirada dos franceses.

Maria Marmolejo, a mulher de Álvar Núñez Cabeza de Vaca era de uma família de conversos, os judeus que tinham adotado o catolicismo como forma de escapar à perseguição religiosa e ao rigor da Inquisição espanhola. Os pogroms e às agressões contra os judeus em 1328 no reino de Navarra e em 1391 em Castela e Aragão foram os precursores do levantamento anti-converso de Toledo em 1499. Tais episódios levaram a um declínio do judaísmo na península ibérica e a uma acelerada conversão ao catolicismo dos que pretendiam salvar a pele.

Medina Sidonia, com 3 mil anos de idade, fica hoje na Rota del Toro, no topo do "Cerro del Castillo" (300 m de altura). Fenícios, romanos, visigodos, mouros e cristãos habitaram a cidade. Após a reconquista do território pelos cristãos, as terras foram concedidas à família de Guzman el Bueno, que passaram a ser os duques de Medina Sidonia. O sétimo duque, Don Alonso Perez de Guzman, conhecido como el Bueno liderou a Armada Espanhola que não conseguiu invadir a Inglaterra em 1588.