Custo de vida

Na Espanha do século XVI havia um fosso enorme não apenas entre nobres e plebeus, mas também entre assalariados.

Um operário de construção ganhava seis mil maravedis por mês; operário de outro tipo, 5.500; bedel, 3.975, um alferes, 20.000; professor de artes, 21.200; um capitão do exército, 50.000 e catedrático de medicina, 53.000 maravedis mensais. Já uma prostituta bem apessoada fatura 1.800 maravedis por dia.

Para avaliar o poder de compra dessa gente, basta dizer que uma galinha ou três libras de carne de cordeiro custavam 20 maravedis, um frango ou um coelho metade disso; dois ovos, um maravedi e uma dúzia, nove. Cada um dos 500 exemplares da primeira edição de Dom Quixote, de Cervantes, impressa em 1605, com 664 páginas custaria 290 maravedis. Pela pura aritmética, um cavalo custava o mesmo que 77 exemplares dessa obra ou doze dias e meio de trabalho das chamadas moças de vida fácil.

 

Fonte: conferência pronunciada por Laureano Saiz moreno em 25 de maio de 1994, sob o título “Monedas y precios de los alimentos anteriores a la instauración de la peseta como moneda oficial.”

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