Cabeza de Vaca

Paulo Markun conheceu a eletrizante história de Álvar Núñez Cabeza de Vaca em 1998, quando foi morar em Santo Antônio de Lisboa, uma pequena praia a 18 quilômetros ao norte de Florianópolis _ provável local de desembarque deste fidalgo espanhol em 1541, quando ali chegou na condição de primeiro governador da ilha de Santa Catarina.

A partir de 1999, Markun começou a pesquisar a história de Cabeza de Vaca. Primeiro, para um documentário pr[e-selecionado para um concurso do Discovery Latin America. Depois, para um docudrama. Ao constatar que o Archicvo de las Indias em Sevilha tinha os autos dos processos judiciais que envolviam o conquistador – como acusador e acusado – e que o material ainda não fora transcrito, nem devidamente anaalisado, Markun ioptou por produzir um livro com todo rigor histórico, mas que também pode ser lido como um romance de aventura. Cabeza de Vaca apresenta as várias reviravoltas na incrível trajetória desse personagem singular, até mesmo para a galeria de conquistadores e aventureiros que fizeram do século XVI um dos mais impressionantes momentos da história humana.

As mais de 900 páginas de documentos praticamente inéditos, foram transcritas e dissecadas, permitindo cotejar as memórias do conquistador com os depoimentos de mais de uma centena de testemunhas apresentadas pelos acusadores e pelo próprio Cabeza de Vaca durante os processos judiciais que ele e seus adversários enfrentaram na Espanha. O resultado é uma narrativa ágil, mas baseada em documentos e relatos confiáveis.

A pesquisa do projeto foi realizada com o patrocínio da Telefonica, com o respaldo da Lei de Incentivo à Cultura. Os documentos inéditos e o material utilizado na produção do livro são agora disponibilizados para outros pesquisadores, num especialmente desenvolvido – http://www.cabezadevaca.com.br

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